Em 1493, os cavalos espanhóis pisam pela primeira vez em terra americana, na ilha La Espanola, hoje São Domingos, e são os antepassados diretos, de todo os cavalos crioulos americanos. Uma vez aclimatado ao novo ambiente e incrementada sua criação com as importações realizadas posteriormente, reproduziu-se com rapidez, em poucos anos, estendeu-se para as outras Antilhas e passou para o Continente.
Panamá e Colômbia foram as primeiras regiões em importância na reprodução de rebanhos, passando posteriormente para o Perú, Bolívia, Paraguai, Chile e Argentina. Em 1634, a criação de cavalos crioulos se inicia nas reduções do Rio Grande do Sul, trazidos pelos padres jesuítas Cristóbal de Mendonza e Pedro Romero, vindos de Corrientes.
Paralelo a este movimento de rebanhos mansos, seja por abandono ou fuga dos domesticados ou porque, com o correr dos anos, o número destes foi aumentando na forma tal que superou as possibilidades ou as necessidades dos primeiros habitantes, de mantê-los sob controle, no norte e no sul do continente americano, este primitivo rebanho crioulo se dispersou, formando enormes rebanhos selvagens. Dos rebanhos originais, possívelmente muitos morreram durante as conquistas, mas outros, sem dúvida, se reproduziram e seus descendentes aclimatados pelo meio americano durante muitas gerações, forjaram essas populações crioulas, constituídas pelo "pequeno grande cavalo da América".
Pela seleção natural que sofreu em territórios de diferentes topografias e submetidas a altas ou muito baixas temperaturas, o cavalo crioulo adquiriu os caracteres genéticos, que os tornaram resistentes e rústicos, podendo trabalhar arduamente sem ter suplementação alimentar, vivendo somente em campo nativo.
O Cavalo Crioulo é o animal-símbolo do Rio Grande do Sul, criado pela Lei Estadual nº 11.826, de 26 de agosto de 2002. O projeto é do Deputado Frederico Antunes e foi aprovado por unanimidade pela Assembléia Legislativa e sancionado pelo Governador Olívio Dutra e inclui o Cavalo Crioulo como animal-símbolo reconhecendo-o, como patrimônio cultural do Estado do Rio Grande do Sul.
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